I=I é Uma Vitória Para Todos Nós

Vivemos em um tempo em que a ciência nos deu o poder de cuidar e controlar o HIV. Um tempo em que I=I (Indetectável = Intransmissível) prova que uma pessoa vivendo com HIV, em tratamento eficaz, não transmite o vírus sexualmente.

Phellipe Lutterbeck

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Vivemos em um tempo em que a ciência nos deu o poder de cuidar e controlar o HIV. Um tempo em que I=I (Indetectável = Intransmissível) prova que uma pessoa vivendo com HIV, em tratamento eficaz, não transmite o vírus sexualmente.

Quando eu aprendi sobre I=I pela primeira vez, isso mudou a forma como eu enxergava a minha vida.

I=I significa Indetectável = Intransmissível - isso significa que uma pessoa vivendo com HIV, fazendo um tratamento eficaz e com carga viral indetectável, não transmite o HIV através do sexo.

Demorou um tempo para eu entender isso.

Não só de forma intelectual, mas emocionalmente também.

Para confiar e para me sentir seguro de fato.

Mas quando isso aconteceu, algo mudou.

Me deu liberdade.
Mudou a forma como eu via relacionamentos, intimidade e a mim mesmo.

Viver com HIV me ensinou muito - sobre resiliência, vulnerabilidade e sobre as coisas que realmente importam.

Também me mostrou as pessoas que ficaram.
Quem escutou.
Quem conseguiu me enxergar para além do diagnóstico.

Falar sobre o meu status publicamente não aconteceu imediatamente - levou tempo.
E eu acredito que cada pessoa tem o seu próprio tempo quando se trata de compartilhar algo tão pessoal, se for da vontade dela de o fazer.

Mas, para mim, falar sobre isso trouxe uma sensação de liberdade.

Me permitiu me reconectar comigo mesmo - não como alguém definido pelo HIV, mas como alguém vivendo uma vida inteira para além dele.

I=I não é apenas ciência.

É possibilidade.
É segurança.
É uma nova narrativa.

E mesmo que hoje o HIV seja uma condição controlável, o estigma ainda tem um papel enorme nessa história - não só vindo dos outros, mas, às vezes, vindo de dentro de nós mesmos.

Conhecimento nos dá poder.
E sentir-se fortalecido é o que nos permite seguir em frente.

Quando começamos a deixar a vergonha de lado, fica mais fácil levantar a cabeça e silenciar o barulho que outras pessoas podem tentar fazer.

Porque, às vezes, o estigma mais difícil de enfrentar é aquele que carregamos dentro de nós.

Para mim, a mudança começou ali.
E, no caminho, encontrei algo ainda maior: comunidade.

Se você sentir vontade de se conectar, fique à vontade para entrar em contato.
Existem muitas pessoas por aí, não apenas vivendo com HIV, mas florescendo para além dele.

- Com amor, Phellipe

I=I é Uma Vitória Para Todos Nós

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